Hoje acordei com pensamentos de gaiola...
Enjaulados,
Trancafiados,
Acorrentados... com cadeados.
De alma pesada, buscando o ar...
Asfixiando-me em sentimentos.
Com asas quebradas,
Pulando tensa...
Tentando voar...
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
ME CONDENO A ME EXIGIR
O quanto se exige?
Difícil saber...
Acertar...
Se exigir?
Se adequar...
É se exigir?
Se cobrar...
É se exigir.
À todos alegrar...
É se exigir??
O quanto se exige?
Complicado medir...
Não mentir...
Se exigir?
Sempre agir...
É se exigir?
Se doar...
É se exigir?
Se esgotar...
Por se exigir??
Carrascos de nós mesmos?
Confuso pensar...
Por buscar a perfeição no ato de se dar
E se ver tão exaurido, por se auto-criticar?
E por selecionar o que irá proporcionar...
É tirar a naturalidade do quanto se pode mergulhar?
O quanto se exige?
Com máscara ou sem?
Dificil saber, pensar, ou medir...
Quando se acha que o natural
É viver em beleza
Mas superficialmente... sem de fato se fundir.
Ou julgar superficial já não seria então
A dura exigência interna, já que já há emoção??
Difícil saber...
Acertar...
Se exigir?
Se adequar...
É se exigir?
Se cobrar...
É se exigir.
À todos alegrar...
É se exigir??
O quanto se exige?
Complicado medir...
Não mentir...
Se exigir?
Sempre agir...
É se exigir?
Se doar...
É se exigir?
Se esgotar...
Por se exigir??
Carrascos de nós mesmos?
Confuso pensar...
Por buscar a perfeição no ato de se dar
E se ver tão exaurido, por se auto-criticar?
E por selecionar o que irá proporcionar...
É tirar a naturalidade do quanto se pode mergulhar?
O quanto se exige?
Com máscara ou sem?
Dificil saber, pensar, ou medir...
Quando se acha que o natural
É viver em beleza
Mas superficialmente... sem de fato se fundir.
Ou julgar superficial já não seria então
A dura exigência interna, já que já há emoção??
quarta-feira, 18 de maio de 2011
ME CHAMO ANSIEDADE
Olá, me chamo Ansiedade.
Sou as vezes bonita, as vezes feia. Sinto-me bem e sinto-me mal.
Sou um pouco confusa as vezes...
Sim, me chamo Ansiedade.
As vezes me consumo, as vezes me "sobro". Sinto-me correndo e sinto-me parada.
Sou um pouco instável as vezes...
Me chamo Ansiedade.
Mordo os cantos da boca, balanço as pernas,
Suo frio se há novidade.
Sou um pouco insconstante as vezes...
Me chamo Ansiedade.
Substituo chá por cafeína,
Me descompasso, perco o ar, me vejo fria.
Penso e me desespero, fico louca, não espero...
Mas que droga... me chamo Ansiedade.
Aquela que não aguarda, aquela que não nega
Aquela que te agita, te tortura e em geral te entrega.
Aquela que te acusa, te maltrata e te agride,
Que te tira o chão e te leva a serenidade.
É, é uma droga mesmo, mas sou eu...
Muito prazer, eu sou toda Ansiedade.
Sou as vezes bonita, as vezes feia. Sinto-me bem e sinto-me mal.
Sou um pouco confusa as vezes...
Sim, me chamo Ansiedade.
As vezes me consumo, as vezes me "sobro". Sinto-me correndo e sinto-me parada.
Sou um pouco instável as vezes...
Me chamo Ansiedade.
Mordo os cantos da boca, balanço as pernas,
Suo frio se há novidade.
Sou um pouco insconstante as vezes...
Me chamo Ansiedade.
Substituo chá por cafeína,
Me descompasso, perco o ar, me vejo fria.
Penso e me desespero, fico louca, não espero...
Mas que droga... me chamo Ansiedade.
Aquela que não aguarda, aquela que não nega
Aquela que te agita, te tortura e em geral te entrega.
Aquela que te acusa, te maltrata e te agride,
Que te tira o chão e te leva a serenidade.
É, é uma droga mesmo, mas sou eu...
Muito prazer, eu sou toda Ansiedade.
terça-feira, 17 de maio de 2011
UM TCHAU PARA A REDOMA
Estava coberta por uma redoma, como a rosa do Pequeno Príncipe que vivia dentro do vidro. Era seguro e delicado lá dentro. De lá ela via o mundo por outros olhos. Por olhos limitados e pensamentos inocentes, com sua pequena alma de flor singela e pura. Ocorre que por motivos naturais, a redoma foi ficando pequena demais... Ela foi tomando espaço, aumentando de tamanho mais e mais, tanto e tanto que chegou a conclusão de que o mundo em que estava vivendo estava pequeno demais para si. Com um impulso, vestiu-se de coragem e quebrou os vidros. Rompeu as paredes sem perceber que desta forma simbolicamente rompia e ultrapassava limites. Tirou cuidadosamente as amarras para, com a cara serena e o olhar franco, jogar-se ao mundo. Estava pronta. Não mais precisava de apoios, muletas, amparos. Estava preparada para encarar o mundo de pé. Preparada para olhar-se frente ao espelho, cara-a-cara com si própria, e sem medo algum, sorrir.
Ao livrar-se das amarras e quebrar a redoma, sutilmente mudou a configuração da sua vida. Iniciou ali sem sequer perceber, um novo ciclo. Sentia o peito palpitar, saltar, sem se dar conta de que o que vinha de dentro era o gosto pelas novas espectativas. Que poderá e deverá senti-lo sem culpa alguma. Dava um passo para uma nova etapa. Agora, mais consciente de si mesma do que nunca. Enquanto a sua volta, muito mais que carinhos e apoios, todos que a queriam bem acima de tudo a desejavam que fosse bem-vinda.
Bem-vinda à maturidade.
e parabéns pela coragem...
"...Eu escolho
um homem
que não duvide
de minha coragem
que não
me acredite
inocente
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher."
Anais Nin
Ao livrar-se das amarras e quebrar a redoma, sutilmente mudou a configuração da sua vida. Iniciou ali sem sequer perceber, um novo ciclo. Sentia o peito palpitar, saltar, sem se dar conta de que o que vinha de dentro era o gosto pelas novas espectativas. Que poderá e deverá senti-lo sem culpa alguma. Dava um passo para uma nova etapa. Agora, mais consciente de si mesma do que nunca. Enquanto a sua volta, muito mais que carinhos e apoios, todos que a queriam bem acima de tudo a desejavam que fosse bem-vinda.
Bem-vinda à maturidade.
e parabéns pela coragem...
"...Eu escolho
um homem
que não duvide
de minha coragem
que não
me acredite
inocente
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher."
Anais Nin
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A LUA
Lembranças boas da infância... musiquinhas que cantarolava automaticamente brincando, enquanto ouvia de longe o rádio ou os vinis tocando MPB para os meus pais... enquanto eu estava dentro do meu próprio mundo, do meu "infinito particular"... no tempo em que eu tinha medo de morrer por qualquer motivo...
Estive com essa música na cabeça a semana inteira...
A Lua
A Lua
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente
Diiiizz!...
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diz!
A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente...
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diiiiiz!
A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diiiiiz!
Estive com essa música na cabeça a semana inteira...
A Lua
A Lua
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente
Diiiizz!...
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diz!
A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua novamente...
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diiiiiz!
A Lua!
Quando ela roda
É Nova!
Crescente ou Meia
A Lua!
É Cheia!
E quando ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova...
Mente quem diz
Que a Lua é velha...(2x)
Mente quem diiiiiz!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
NOSSO ABRIGO VOLUNTÁRIO
O assunto era "entrar no corpo", digamos assim... e o que foi dito referia-se a um desejo de ultrapassar os poros, adentrar ao corpo alheio, e por lá ficar, pousar, descansar... Me ocorreu então um leve pensamento quanto ao corpo feminino como uma casa. Um local onde abrigamos ocasionalmente um ser (por 9 meses), e voluntariamente um homem... o espaço que damos a um homem por escolha própria, de nossa parte interior mais densa. Onde deixamos que o outro entre para que por lá busque e encontre o nosso melhor. Para que por lá ele relaxe e sinta-se a vontade.
Seria natural encarar o comentário como um comentário feminino, afinal há que se considerar intensidade e sensibilidade no ponto de vista, e a auto-percepção e designação dos atos de quem promove, como assim ou assado por ter-se consciência plena de como e porquê o faz. Da intenção poética que se tem quando se abre as portas de seu corpo para que o outro entre, tome um chá ou café, sinta-se em casa e diga a que veio. Mas, para surpresa (ou não), havia sido um comentário masculino.Um concentrado devaneio masculino.
Fez-se então inevitável traçar um pararelo entao entre o comentário (devaneio ou não) e um trecho da Anais Nin (escritora que muito admiro) e mostrar claramente a união entre o pensamento feminino e masculinho desembocando num mesmo núcleo. Numa mesma percepção quanto a um ponto chave. Na mesma concepção de intensidade, abrigo e relaxamento. Por que tem que soar tão incrível?
Segue então...
"Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela."
Anais Nin
Enfim, sem mais no momento... rss
Seria natural encarar o comentário como um comentário feminino, afinal há que se considerar intensidade e sensibilidade no ponto de vista, e a auto-percepção e designação dos atos de quem promove, como assim ou assado por ter-se consciência plena de como e porquê o faz. Da intenção poética que se tem quando se abre as portas de seu corpo para que o outro entre, tome um chá ou café, sinta-se em casa e diga a que veio. Mas, para surpresa (ou não), havia sido um comentário masculino.Um concentrado devaneio masculino.
Fez-se então inevitável traçar um pararelo entao entre o comentário (devaneio ou não) e um trecho da Anais Nin (escritora que muito admiro) e mostrar claramente a união entre o pensamento feminino e masculinho desembocando num mesmo núcleo. Numa mesma percepção quanto a um ponto chave. Na mesma concepção de intensidade, abrigo e relaxamento. Por que tem que soar tão incrível?
Segue então...
"Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela."
Anais Nin
Enfim, sem mais no momento... rss
segunda-feira, 25 de abril de 2011
NOTAS "MADRUGAIS"
Dizem que da insônia brotam várias idéias boas né? Que há uma espécie de “inspiração noturna” que acomete as mentes pensantes e as levam à uma total exaustão de idéias e criatividade digna de mestres e artistas diversos. Quase um nirvana, um êxtase, um caminho rumo ao ápice de qualquer coisa, geralmente para lugar algum... Bem, no meu caso, sinto-me sem sono e mesmo após 2 chopp’s e alguns desenhos, há uma certa dor de cabeça e ainda assim insisto no Jefferson Airplane – baixinho, claro – à meia-luz, para dar um clima nostálgico e tentar fazer com que o sono chegue.
Ocorre que, de fato ele não chega. E quanto mais música se escuta, mais sua mente funciona, e mais você quer pensar, mais agitado fica, e a madrugada começa a te rasgar por dentro, num grau de ansiedade que filme algum supre, principalmente se você não é adepto de TV e o controle remoto não lhe inspira muita simpatia...Você para, pensa. Vai até a janela... talvez pense em fumar um cigarro, talvez se pergunte se ainda sobrou um pouco daquele vinho, mas no entanto, o que quer que faça não traz o sono. E a verdade é que, com inspiração ou não, a mente na madrugada realmente trabalha de forma estranha, e as vezes até mesmo surreal, como a idéia caótica de ir até a cozinha com seu traje de zumbi e passar aquele cafezinho as 2 da madrugada – cafeína?? Ah meu bem, desgraça pouca é bobagem...
O que quer que passe pela mente na madrugada tem às vezes aquele “Q” de novidade e inquietação. Uma vontade de fazer algo novo, de sentar e esperar pela idéia brilhante, pela (novamente) “inspiração noturna”, pelo surreal que sua mente te faz acreditar que vai brotar, quase que naturalmente, e que às vezes brota, às vezes não. Vai depender de se é de fato um artista nato – salve todos, e que trabalhem mais e mais pelas madrugadas! – ou apenas mais um semi-zumbi, que troca o dia pela noite voluntaria ou involuntariamente.
De qualquer forma, após dias sem dormir de “bate-pronto” você começa a notar que existe sim uma magia na madrugada. Você levanta, vai até a janela, a abre e o que vê é a cidade em silêncio, com poucas luzes acesas. E é tudo tão sereno, lá fora parece tudo tão calmo, tão tranqüilo... com os poucos carros quase que passando acima do chão, planando pelas ruas tão suavemente, que aquele cigarro na sua mão já não faz o menor sentido... e o café perde a razão de ser... e a música acaba sem que você perceba. E do nada, quase que inexplicavelmente o sono vem. E aí, desliga-se o abajour, da-se boa noite a si mesmo, e espere para o próximo turbilhão de inquietação do dia seguinte, porquê sua mente por hoje – friso bem, POR HOJE – cansou. E amanhã deve estar preparada para mais um surto de criatividade e introspecção noturna. Então por hoje, boa noite.
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